Descripción
De que maneiras nosso gesto de velar, cuidar – ou na recusa de fazê-lo – impacta na
morte de outras pessoas? Esta responsabilidade ética e política nos conduz a pensar nas
múltiplas representações que fazemos das relações entre vida e morte. Os modos como
incitamos, produzimos ou permitimos que alguns tipos de morte ocorram nos conta
também sobre as maneiras como valoramos a vida. Nos termos do livro, nossas políticas de
morte determinam e são determinadas pelas éticas da vida que sustentamos. E como essas
representações não são meramente individuais, todo o risco do que neste livro se descreve
monta-se como uma armadilha prestes a disparar em qualquer direção. Ninguém está a
salvo de ser capturada por essas políticas e éticas de mortificação da vida e de uma
politização negativa da morte. E, ainda, dados os níveis de desigualdade social que nossa
sociedade enfrenta, essa armadilha dispara de modo mais contundente contra as pessoas
mais fragilizadas nas relações incisivamente assimétricas de nossa sociedade. Assim, o que
está em jogo aqui é o que queremos para nossas políticas de saúde e para nossas éticas da
vida de modo a protegermos as outras pessoas e a nós mesmas. O desafio proposto pela
reflexão que aqui leremos nos coloca frente a um espelho, prestes a quebrar, cheio de
rostos, nossos, outros, clamando por modos menos mortais de viver.





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